Trecho inédito do livro “A humanidade e o poder digital”, de Eduardo Felipe Matias.
Criar normas capazes de governar a IA de forma a conter seus possíveis efeitos negativos sem abrir mão dos inúmeros benefícios não é uma tarefa simples.
A definição de IA, em si, é o primeiro problema. Para conceber um regime regulatório, é preciso estabelecer seu objeto. Porém, como já discutido, não existe um conceito amplamente aceito de IA mesmo e
É verdade que há outras áreas, como energia, transporte ou meio ambiente, cujas definições são igualmente vagas e que, nem por isso, deixam de ser reguladas é, inclusive, comum a existência de ministérios ou secretarias para cuidar desses temas no nível doméstico.
Assim como nesses casos, qualquer regime regulatório que se venha a adotar precisa levar em conta que a IA não consiste em uma única tecnologia, mas sim em um conjunto de técnicas em campos distintos, como o do reconhecimento de fala, o da visão computacional e o da memória.
Publicada na Revista Exame, saiba mais, link: A humanidade e o poder digital: impactos da IA sobre nosso futuro | Exame